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Auxílio-acidente: entenda quando uma sequela pode gerar direito ao benefício

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    cf comunica
  • há 9 minutos
  • 2 min de leitura

Muitas pessoas sofrem acidentes, retornam ao trabalho e acreditam que, por estarem novamente exercendo suas atividades, não têm direito a nenhum benefício do INSS. No entanto, existe um benefício específico para situações em que o acidente deixa uma sequela permanente que reduz a capacidade de trabalho: o auxílio-acidente.



O auxílio-acidente é um benefício de natureza indenizatória. Isso significa que ele não substitui o salário e, em muitos casos, pode ser recebido mesmo quando a pessoa continua trabalhando. O ponto principal não é a incapacidade total, mas a redução da capacidade para exercer a atividade habitual. Segundo o INSS, o benefício é destinado à pessoa que sofreu acidente e ficou com sequelas definitivas que diminuem sua capacidade para o trabalho.


Um exemplo comum é o trabalhador que sofre uma fratura, passa por tratamento, recebe alta médica, mas fica com limitação de movimento, perda de força, dor crônica, encurtamento, rigidez ou qualquer outra sequela que dificulte o desempenho da função que exercia antes.


É importante entender que o acidente pode ser de trabalho ou não. Ou seja, a sequela pode ter origem em um acidente ocorrido no ambiente profissional, no trajeto, no trânsito, em casa ou em outra situação. O que será analisado é se essa sequela reduziu a capacidade laboral do segurado.


Para ter direito ao auxílio-acidente, é necessário comprovar alguns pontos: a existência do acidente, a sequela definitiva, a redução da capacidade para o trabalho e a qualidade de segurado na época do acidente. O INSS informa que não há exigência de carência para esse benefício.


Outro ponto que gera muita dúvida é a diferença entre estar incapacitado e ter uma redução da capacidade. No auxílio por incapacidade temporária, a pessoa está temporariamente impossibilitada de trabalhar. Já no auxílio-acidente, ela pode até voltar ao trabalho, mas com limitações permanentes decorrentes do acidente.


Por isso, documentos médicos são fundamentais. Laudos, exames, relatórios, prontuários, receitas, atestados e documentos que mostrem a evolução do quadro ajudam a demonstrar a existência da sequela e seus impactos na rotina profissional.


O auxílio-acidente é um direito que muitas pessoas desconhecem. Por isso, quem sofreu um acidente e ficou com qualquer limitação permanente deve avaliar com atenção sua situação, especialmente quando a sequela afeta força, mobilidade, coordenação, visão, audição, movimentos ou desempenho da atividade habitual.

 
 
 

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